terça-feira, 19 de junho de 2007

Visita do escritor Virgílio Alberto Vieira

Em Maio preparámos algumas obras do escritor Virgílio Alberto Vieira que veio à nossa escola no dia 21 de Maio. Nas aulas de Biblioteca lemos a história O peixinho Folha-de-Água, presente no livro Histórias dos Pés à Cabeça. Como a história representa dois mundos que se cruzam – o da música e o dos peixes -, as meninas do 1º ano foram pesquisar os peixes referidos no texto e cada uma delas desenhou um peixe pesquisado. Os meninos do 2º ano fizeram, também, uma pesquisa, mas sobre alguns instrumentos musicais. Cada um desenhou e pintou um instrumento musical.
Os alunos do 3º e 4º anos fizeram uma ficha de trabalho. Como o texto possuía algumas palavras difíceis, fizeram um exercício de correspondência entre a palavra desconhecida e o seu significado. Para além disso, fizeram um inventário de palavras da família de “peixes” e “música”. Por fim, elaboraram um texto de escrita criativa, imaginando um outro final da história. Os textos foram passados a limpo e colocados numa cartolina para ornamentar a sala da biblioteca para a vinda do escritor.


Visita do escritor Virgílio Alberto Vieira à EB1 de Terreiro, Gandra


Trabalhos realizados em T.I.C/ Biblioteca sobre o Peixinho Folha-de-Água

O Peixinho Folha-de-Água

O PEIXINHO FOLHA-DE-ÁGUA

À Sarinha,
a quem dei de presente de aniversário o Peixinho Folha-de-Água

Como os outros peixes, muito aprendeu com a água.
Nada cobiçava a ninguém, pois, em seu entender, misterioso de peixe, tudo tem o mar. Mas quando à volta da mesa enfeitada de doces marinhos, sobre toalha de areia rendada, reuniu os amigos, porque fazia três anos, e o Búzio Soprano lembrou-se de lhe trazer, de prenda, uma pérola que era uma satisfação de um desejo, não hesitou.
Queria ser músico, frequentar em Terra o Conservatório das Águas.
E assim foi. Adquiridas as primeiras noções de solfejo no refluxo das baías, partiu com o Polvo Barítono para a costa distante e, tal como ele, a quem a mesma aventura já há muito tinha seduzido, decidiu-se pelo oboé, que pode ser tocado em qualquer lado, com a ajuda do vento e raro desafina como o violino.
As aulas eram dadas (e gratuito o ensino, já se vê) nas grutas de um belo Palácio Manuelino que a Baleia Falsete, em extinção, mandara edificar, há séculos, nas imediações do Promontório Nacional.
Aí conheceu alguns músicos de carreira, como a harpista Tintureira, que dava concertos ao ar livre à quinta-feira, e um trompetista famoso chamado Peixe-Agulha, que descosia redes e era o quebra-cabeças de todos os que roubavam mão-de-obra ao mar, como a Sapateira que não tinha mãos a medir.
Mas como para ali viera aprender música por vocação, cedo se começou a sentir realizado, o Peixinho Folha-de-Água.
Ao fim, de um ano, foi convidado pelo seu professor de Alta Composição, o génio Tubarão Karajan, a estrear em público uma Sonata Para Dois (ou três, não sei bem) Pianos e não tardou que o pequeno Realizador Mac-Douglas Lagostin lhe fizesse a sua primeira encomenda para um filme de animação marítima intitulado: Anda Mouro na Costa.
Não devia, porém, deixar-se entontecer, o Peixinho Folha-de-Água, com o êxito da sua brilhante carreira de músico.
Tinha, por certo, ainda muito que aprender, e já um dia o Urso Polar (em viagem pelo Equador) lhe havia feito ver como outros músicos, antes dele, foram levados pelo Equinócio das Bilheteiras Ondulantes por falta de modéstia, pois, no que diz respeito à música, nem toda a escama que luz é oiro.
A verdadeira elevação musical nunca vinha à tona-de-água, era preciso saber ouvi-la, tanto nos dias tormentosos, como na acalmia e no marulhar distante com que a sonoridade fria das marés atraía, com arte, delicados rumores da fonte, ou andamentos de rio no interior do mar.
O Peixinho Folha-de-Água ouvia, ouvia, e nada disto o fazia desanimar, interromper estudos, pôr de parte o seu desejo de ser músico.
Por isso dava gosto passar os olhos no Livro de Areia em que escrevera ingenuamente as canções dos seus primeiros tempos, ou agora nos Pergaminhos de Sal em que lançava os complicados arabescos das suas partituras: óperas, sonatas, sonatinas, rondós.
Como o trabalho compensava e o ofício lhe proporcionava momentos de grande alegria, uma vasta onda de admiração cruzou os Oceanos e levou a sua música aos Quatro Cantos do Mar.
Embora com toda a discrição que só a arte séria rodeia, também ele, Folha-de-água, foi descobrindo o que só um músico talentoso é capaz de descobrir.
Assim, quando se apercebeu seguramente dos materiais que devia escolher para as suas composições nas cores daquela imensa vastidão dos mares a que a luz do Sol e o oiro do Luar nada recusam, não perdeu tempo.
Um músico, só chega aos calcanhares d’Aquiles, quando se mete a compor.
Que melhor inspiração, para embelezar os andamentos, lhe podia ser dada senão: pelo rumor frondoso dos ventos, pela transparência puríssima das bolhinhas de ar, pela leveza acastanhada e verde das algas, pelo ritmo das ondas, pelo repouso frio dos cristais?
Estava o curso do Peixinho Folha-de-Água já muito perto do fim, quando se deu conta de que, para melhor realização pessoal, tinha forçosamente de retirar-se para um lugar distante, onde pudesse trabalhar, criar a sua arte.
Disto mesmo se apercebeu ele lucidamente quando pelo seu olho-de-peixe assistia, uma tarde da varanda do Conservatório, a um pôr do sol como aqueles que faziam chorar a Gauguin na Ilha de Taiti.
Dessa visão inesquecível, ficou-lhe a imagem de um cisne agonizante em louvor de quem as águas foram anoitecendo, anoitecendo, o que ele logo tomou como exemplo dos perigos a que conduz o êxito fácil e, quase sempre, a carreira dos meninos-prodígio.
De todos, então achou por bem despedir-se, logo que terminou os seus estudos.
Por gratidão para com os Mestres, despedir-se-ia com uma estreia, uma estreia que, por completo, esgotaria a Sala de Concertos do Conservatório das Águas.
Entretanto, começava a pensar no lugar onde ia viver.
Quem não gostaria de ter uma casa no Atlântico Sul?

Histórias dos Pés à Cabeça
, Virgílio Alberto Vieira

"O Circo das palavras voadoras", de Álvaro Magalhães

Nas aulas de Biblioteca lemos o livro O Circo das Palavras Voadoras, de Álvaro Magalhães. Esse livro é muito giro. Os meninos do 2º ano fizeram um abecedário ilustrado e os do 3º e 4º anos responderam a um questionário sobre a obra, para além de uma composição subordinada ao tema “A minha letra preferida”. As meninas do 1º ano leram o livro Histórias pequenas de bichos pequenos, também de Álvaro Magalhães e fizeram desenhos de alguns animais presentes na obra. Deixamos aqui algumas fotos para que possam ver os nossos trabalhos.


Abecedário Ilustrado


Histórias pequenas de bichos pequenos

Biblioteca

No terceiro período, as aulas de T.I.C. passaram a ser aulas de Biblioteca. Recebemos cartões com os nossos nomes e número de leitores e, também, fichas para requisitarmos livros. Nestas aulas, escolhemos livros que fomos lendo. Vejam o desenho que o José Carlos, do 2º ano, fez sobre a capa de um dos livros d' Uma Aventura!

"Ninguém dá prendas ao Pai Natal"

Em Dezembro de 2006 lemos uma obra intitulada Ninguém dá prendas ao Pai Natal, de Ana Saldanha. O professor Rui decidiu adaptar a obra para que todos pudessem dramatizá-la na festa de Natal. Assim, colocou outras personagens dos Contos Tradicionais e fez com que a história ficasse ainda mais gira! Aqui ficam algumas fotografias da festa de Natal com a dramatização da peça.


sexta-feira, 9 de março de 2007

Apresentação dos alunos

Olá! Nós somos alunos da Escola Básica do 1º Ciclo do Terreiro, Gandra. É uma escola que se situa na freguesia de S. Martinho da Gandra. Neste ano lectivo, 2006/2007, somos vinte e oito alunos e temos dois professores, o professor Rui e a professora Maria José. Nas Actividades de Enriquecimento Curricular temos quatro professores: o professor João e as professoras Patrícia, Sandra e Sílvia.
A nossa escola é muita bonita! Aqui fica uma foto para poderem comprovar a nossa afirmação!


Durante este ano lemos alguns livros muito interessantes. Neste blogue vamos colocar alguns trabalhos que fizemos sobre os livros que lemos nas aulas de T.I.C./Bibloteca. Esperamos que gostem!

Ler...

“Eu gosto muito de ler, porque faz crescer e quem lê já consegue escrever melhor”.
Marco

“Para mim ler é sonhar e pensar sobre que nós lemos na sala de aula ou em casa. Faz bem ler!”
Marisa
"Para mim ler é imaginar. É uma coisa que me inspira, algo que está dentro de mim".
Mariana
"Para mim ler é muito importante porque me faz pensar e imaginar".
Isabel
"Para mim, ler é muito bom porque é um futuro".
Catarina Araújo
"Para mim ler é sonhar, porque me faz pensar no futuro. Ler é conhecer personagens. É como se estivesse a viajar".
Luís Miguel